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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2005

Inquérito

natal.jpg

publicado por Ana Teresa Fernandes às 11:24

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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2005

Leituras

«All over the world there are enormous numbers of smart, even gifted, people who harbor a passion for science. But that passion is unrequited. Surveys suggest that some 95 percent of Americans are "scientifically illiterate." (...)
Every generation worries that educational standards are decaying. (..) Twenty-four hundred years ago, the aging and grumpy Plato, in Book VII of the Laws, gave his definition of scientific illiteracy:
Who is unable to count one, two, three, or to distinguish odd from even numbers, or is unable to count at all, or reckon night and day, and who is totally unacquainted with the revolution of the Sun and Moon, and the other stars... All freemen, I conceive, should learn as much of these branches of knowledge as every child in Egypt is taught when he learns the alphabet. In that country arithmetical games have been invented or the use of mere children, which they learn as pleasure and amusement... I ... have late in life heard with amazement of our ignorance in these matters; to me we appear to be more like pigs than men, and I am quite ashamed, not only of myself, but of all Greeks.
I don't know to what extent ignorance of science and mathematics contributed to the decline of ancient Athens, but I know that the consequences of scientific illiteracy are far more dangerous in our time than in any that has come before. (...)
How can we affect national policy—or even make intelligent decisions in our own lives —if we don't grasp the underlying issues?»


The Demon-Haunted World
Science as a Candle in the Dark
Carl Sagan, 1997


publicado por Ana Teresa Fernandes às 09:44

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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

(In)segurança rodoviária

Hoje resolvi escrever sobre um tema particularmente triste, a morte na estrada. No outro dia comecei a lembrar-me pessoas da minha geração que tinham morrido em acidentes rodoviários e cheguei à triste conclusão de que as estatísticas oficiais não mentem: a maioria das pessoas que já morreram que eu conheci morreram num acidente rodoviário. Primeiro foi aquela amiga que foi levada à frente por um camião que não parou nos semáfros. Depois aquele conhecido que se despistou de mota e lhe passou uma carrinha por cima. Aquela menina que foi atropelada quando vinha da escola, ou o outro miúdo que morreu num acidente quando vinha do Algarve com os pais. Há ainda o outro rapaz que simplesmente se despistou de mota e aquela rapariga que para se desviar dum cão foi embater num camião. Isto sem falar daqueles que tiveram acidentes em que sobreviveram por pouco.
Mais do que qualquer doença, andar na estrada é a maior causa de morte que eu conheço.

publicado por Ana Teresa Fernandes às 14:38

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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005

Duvidar e Questionar

Na última terça-feira fui à Gulbenkian ver a última das conferências do ciclo "Á luz de Einstein" do qual já tinha aqui falado antes. A conferência intitulava-se "2010 Nanospace Odissey" e foi apresentada pelo Professor Harold Kroto, Nobel da Química de 1996 pela descoberta do fulereno e dos nanotubos de carbono. À partida a espectativa era grande: tinha a possibilidade de ouvir um laureado com um Nobel de Química e simultaneamente investigador em Nanotecnologias. E a conferência foi de facto extraordinária. MewithflatmodelLect.jpg Destinada a um público jovem (a sala estava cheia de escolas, com estudantes entre os 12 e os 18 anos), foi óptimo poder assistir ao desmitificar da ideia do cientista louco e alienado preconcebido pela maioria da assistência. O Professor Harold é, além de bom comunicador, um homem sábio. Apresentou-se de uma forma nada pretenciosa dirigindo-se às filas da frente e cumprimentando os miúdos um a um. Durante a apresentação revelou-se cheio de sentido de humor, e um cidadão envolvido e preocupado com o mundo. Também não se envergonhou de mostrar as suas emoções ao falar de velhos amigos desaparecidos. No fundo, todos pudemos ver que aquele homem inteligentíssimo é um homem normal com sentimentos como todos os outros. Bem diferente do "rato de laboratório" que se julga serem os cientistas.
Falou de muita coisa na sua apresentação, desde espectrocopia até malária. Mas mais importante foi a mensagem de entusiasmo que procurou transmitir. Disse que se devem ter interesses diversificados e que só vale a pena nos dedicarmos ao que de facto nos entusiasme. E mais importante: temos de desenvolver o nosso espírito crítico questionando tudo e todos. Duvidando do que nos ensinam e procurando as nossas próprias conclusões. Este é realmente um aspecto muito importante e que constitui uma grande lacuna no nosso sistema educativo, o que depois se reflecte nesta sociedade conformada e facilmente influenciável que temos.
Não será fácil para os professores desenvolver o espírito crítico dos seus alunos. É por certo muito mais fácil que todos os alunos concordem com o que o professor lhe diz, que aceitem como verdade absoluta o que está nos livros, e que saibam a matéria de trás para a frente, mesmo que nunca tenham de facto reflectido sobre ela.
Mas sem esta capacidade de distinguir e criticar esses alunos vão um dia mais tarde acreditar em tudo o que vem escrito no Destak, votar nos políticos que lhe dão frigoríficos em campanhas eleitorais, e entupir-se de novelas depois do jantar. Sem espírito crítico não há método científico que nos valha porque não há uma questão inicial a que responder. Espero que os professores que assistiram com os seus alunos à conferência na terça-feira tenham se recordem disso na próxima aula e itentem incutir algum espírito crítico aos seus alunos. Pode ser que aqueles alunos lhes perguntem um átomo é de facto constituido por protões, neutrões e electrões ou se isso não será uma grande mentira.



Para mais informações podem ver a homepage do Prof. Harold Kroto e o site da Fundação Ciência Vega.




publicado por Ana Teresa Fernandes às 23:34

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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005

Desde ontem que me sinto assim

bom feeling

Sara Tavares
Balancê


publicado por Ana Teresa Fernandes às 22:10

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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2005

Em contagem decrescente...

Está a chegar a hora do descanso. Segunda-feira defendo a minha tese de mestrado, e depois... Acho que está na hora de gozar dos rendimentos (nem que seja só por uma tarde).
É estranho que pôr muito que seja assustadora a ideia de ser massacrada com perguntas durante mais de uma hora, só consigo estar entusiasmada com isso e pensar no depois.

PS: Antes de terminar quero declarar-me fã oficial do sol de Dezembro (e das laranjas, tangerinas e outras frutas da época...).

publicado por Ana Teresa Fernandes às 19:43

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