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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Fábula do Peixinho e do Salmão

Era uma vez um Salmão, um salmão bonito, grande, gordo e de um prateado azul brilhante. Um dia, o Salmão acordou triste e na sua subida anual do rio e começou a pensar. "Mas porque é que eu aqui vou? Para quê este esforço tão grande de subir este rio tão comprido e com uma corrente tão forte?" E nessa altura, o Salmão deixou-se arrastar pela corrente, e foi descendo, descendo, até que foi parar a uma zona larga e calma do rio.
Quando aí chegou, um Salmão encontrou um Peixinho, um peixe pequeno e sem graça, mas como tinha um ar simpático, o Salmão meteu conversa: "Então de onde és? O que fazes...?". O Peixinho contou-lhe que era dali mesmo e que costumava passar o dia por ali a comer, com os outro peixes iguais a ele. Deixou o Salmão ficar com eles o tempo que quisesse, embora tivesse achado estranho esse pedido, de um peixe tão forte como Salmão. Mas sim, o rio era largo naquela zona e havia comida de sobra para todos.
No dia seguinte, o Salmão começou a lembrar-se das suas aventuras no mar, e da sua subida do rio do ano anterior. Então descobriu alguma coisa dentro dele, continuava sem saber o objectivo de todo aquele esforço da subida do rio. Mas sabia que não podia ficar ali  no rio largo a vida inteira, nem podia deixar-se assim arrastar pela corrente. Tinha de subir o rio. Tinha de ir, contra corrente e chegar à nascente. Como os outros salmões. E essa ideia, de subir o rio, mesmo que sem razão aparente, dava-lhe força. A tristeza com que tinha acordado desapareceu, e estava de novo alegre e cheio de vida como antes.
E lá foi ele, a tentar escapar aos ursos, e a fugir das rochas mais afiadas.

publicado por Ana Teresa Fernandes às 22:51

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