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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Tomar balanço

Já lá vão quase dois anos de doutoramento. Está na altura de fazer balanço e escolher o rumo para os dois anos que faltam. Tem corrido bem? Sim e não. Isto da investigação cientifica é duro. E não só pelo trabalho em si.

Investigar é procurar respostas ao que não sabemos. E muitas vezes as respostas não são as que esperamos à partida. Não são o que a teoria demonstra. Isso atraí-me na ciência: tenho de me cingir à verdade dos factos, e é a teoria que tem de se adaptar à realidade. Isto traduz-se em semanas de trabalho perdidas, até se entender que não segui o caminho certo. Significa que depois de passar um dia inteiro no laboratório, chego ao microscópio e os resultados são ao contrário dos da semana passada. Lidar com esta imprevisibilidade não é fácil mas aprende-se.

Estudar, mesmo o que para mim enquanto química/biotecnologa é mais complicado como  física, exige muito tempo, ler e reler os mesmos livros. Mas física também se aprende e no fim até me sinto realizada por perceber o funcionamento de um fotodíodo ou de algo mais complicado como uma spin-valve .

O que tem sido, e continua a ser mais difícil é pensar no futuro. E depois quando o doutoramento acabar? Sentir que vou ser "expulsa" do país. Sei que se for lá para fora me hão-de dar oportunidades de construir uma carreira. Mas ainda me custa encarar o facto de sair para não mais voltar. E mesmo assim, a única coisa que me consegue dar motivação para continuar é o meu "American Dream", ir para a Califórnia, onde as coisas acontecem, onde se inventaram os computadores e a Internet como a conhecemos. Onde há dinheiro para trabalhar.


publicado por Ana Teresa Fernandes às 10:34

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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

Mais música

"Ó Clarinha olha as pombas

Mas não tenhas medo, não

Porque as pombas ó Clarinha vão poisar na tua mão.

Tu gostas dos bichinhos todos

Da tartaruga ao canguru

Só não sei quem é mais lindo,

Se são as pombas se és tu?"

 

(Letra de Ana Faria e os Queijinhos Frescos para a Ode da Alegria de Beethoven)


publicado por Ana Teresa Fernandes às 09:42

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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

A ilha do pessegueiro

"O Sonho dos meus amigos é ter um GTI

Não importa se inglês ou japonês

(...)

Para que é que eu quero um GTI?

Se te tenho a ti

A sonhar comigo desde que te conheci"

GTI, Clã

 

Começo este post a cantar de cor uma velha música dos Clã, só para vos falar do meu sonho. Há quem tenho o último modelo de telemóvel, aquele que até faz o pino. Há quem vá ao cinema todas as semanas e esteja sempre a par dos filmes mais interessantes. Eu (e a minha cara metade) tinhámos o sonho de conhecer Portugal de lés-a-lés. 

E agora, depois de já termos visitado os 18 distritos de Portugal Continental, e de termos ido aos Açores e à Madeira, sinto que ainda há muito a descobrir. A vantagem é que é mais fácil escolher onde nos apetece ir.

Eu gostava de visitar de novo o Mosteiro de Tibães, no Minho, e ir ao Parque Natural do Douro Internacional, em Trás-dos-Montes. Apetecia-me ir a Viseu comer um Arroz de Carqueja, mas também tenho saudades do Bife de Atum de Cancela-a-Velha, no Algarve. Gostava de fazer outro percurso pedestre na Serra D'Aire e Candeeiros agora que o tempo começa a refrescar. Também Monsaraz está na minha lista, não imagino como essa zona estará diferente depois da Barragem do Alqueva. Mas talvez, para começar, ficasse contente em ir de novo a Porto Covo e à Zambujeira do Mar.

A nossa primeira viagem foi a Porto Covo, Vila Nova de Mil Fontes e à deliciosa praia de Odeceixe. Lembro-me bem de andar por lá à procura de uma ilha que pudesse ter tido um pessegueiro, como o da canção.

 

"Havia um pessegueiro na ilha

Plantado por um Vizir de Odemira

Que dizem por amor se matou novo

Ali, no lugar de Porto Covo."

Porto Covo, Rui Veloso

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publicado por Ana Teresa Fernandes às 10:27

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