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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

Abrir horizontes

Tinha 15 anos quando fiz a minha primeira grande viagem. Fui ao Jamboree , um encontro mundial de escuteiros, que dessa vez se realizou na Holanda. O ambiente lá era alegre e descontraído , havia sempre muito que fazer. Todos os dias nos eram distribuídas senhas para as actividades do dia: desde desportivas como mergulho, raids, culturais como visitas às cidades próximas e ateliers de expressão dramática; até visitas a templos improvisados de todas as religiões presentes. Vivia-se o ano da igualdade, do todos diferentes, todos iguais, e era esse o tema do Jamboree . Lembro-me ainda de outra actividade, que era obrigatóriapara quem queria ficar com o distintivo do Jamboree  e que fui fazer acompanhada do meu amigo Joel. Era uma espécie de circuito que os militares têm de fazer, incluia subir paredes de corda e para terminar tinhamos de atravessar a nado um rio  de lama. Muito giro.

 

Fiz alguns amigos nessa viagem. O mexicano Paco de Guadalajara, o romeno Adrian Andresco, um armeno do qual não me recordo o nome e a Daniella Horeau das Seychelles.

Conheci a Daniella num dia em que a actividade que me calhou foi contruir uma casa de madeira no meio de um lago. Eu, na altura, não sabia o que eram as Seychelles. Mantivemos o contacto durante todos estes anos. Antes da "invenção" da Internet  trocámos cartas, foto e postais. Tenho ainda uns búzios pequeninos que ela me enviou uma vez. Fomos crescendo juntas e continuamos amigas.

 

Foi nesta viagem que eu aprendi o prazer de viajar e de descobrir culturas desconhecidas. Abriu-me os horizontes, muito mais do que no sentido geográfico. Em 1995 era comum encontrar lá casais gays. Em Lisboa isso ainda hoje isso é impensável.  Em 1995, num acampamento de dimensões gigantescas, completamente ao ar livre, havia zonas específicas para fumar, e era proibido faze-lo fora dessas zonas. E nenhum dos fumadores presentes se indignou por isso. Hoje, continuo a ter de suportar o fumo dos outros, e estou para ver se alguma vez a nova lei vai ser aplicada nos restaurantes. Dois exemplos de que ainda há muito a fazer no nosso pais em termos culturais.

Também gostei muito dessa sã convivência entre religiões que lá se viveu. Aprendi o essencial de cada uma das cinco religiões representadas. Tivemos uma cerimónia conjunta, com todas as religiões presentes. Milhares de pessoas, que se encontraram para celebrar, não digo deus, mas sim a paz.

 

Mas viajar também é voltar a casa. Sorrir com as boas recordações que se vão guardando. Ganhar força para o dia-a-dia do trabalho, para a procura de sermos sempre melhores. Para planear a viagem seguinte.

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publicado por Ana Teresa Fernandes às 09:50

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