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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

A ilha do pessegueiro

"O Sonho dos meus amigos é ter um GTI

Não importa se inglês ou japonês

(...)

Para que é que eu quero um GTI?

Se te tenho a ti

A sonhar comigo desde que te conheci"

GTI, Clã

 

Começo este post a cantar de cor uma velha música dos Clã, só para vos falar do meu sonho. Há quem tenho o último modelo de telemóvel, aquele que até faz o pino. Há quem vá ao cinema todas as semanas e esteja sempre a par dos filmes mais interessantes. Eu (e a minha cara metade) tinhámos o sonho de conhecer Portugal de lés-a-lés. 

E agora, depois de já termos visitado os 18 distritos de Portugal Continental, e de termos ido aos Açores e à Madeira, sinto que ainda há muito a descobrir. A vantagem é que é mais fácil escolher onde nos apetece ir.

Eu gostava de visitar de novo o Mosteiro de Tibães, no Minho, e ir ao Parque Natural do Douro Internacional, em Trás-dos-Montes. Apetecia-me ir a Viseu comer um Arroz de Carqueja, mas também tenho saudades do Bife de Atum de Cancela-a-Velha, no Algarve. Gostava de fazer outro percurso pedestre na Serra D'Aire e Candeeiros agora que o tempo começa a refrescar. Também Monsaraz está na minha lista, não imagino como essa zona estará diferente depois da Barragem do Alqueva. Mas talvez, para começar, ficasse contente em ir de novo a Porto Covo e à Zambujeira do Mar.

A nossa primeira viagem foi a Porto Covo, Vila Nova de Mil Fontes e à deliciosa praia de Odeceixe. Lembro-me bem de andar por lá à procura de uma ilha que pudesse ter tido um pessegueiro, como o da canção.

 

"Havia um pessegueiro na ilha

Plantado por um Vizir de Odemira

Que dizem por amor se matou novo

Ali, no lugar de Porto Covo."

Porto Covo, Rui Veloso

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publicado por Ana Teresa Fernandes às 10:27

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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

Abrir horizontes

Tinha 15 anos quando fiz a minha primeira grande viagem. Fui ao Jamboree , um encontro mundial de escuteiros, que dessa vez se realizou na Holanda. O ambiente lá era alegre e descontraído , havia sempre muito que fazer. Todos os dias nos eram distribuídas senhas para as actividades do dia: desde desportivas como mergulho, raids, culturais como visitas às cidades próximas e ateliers de expressão dramática; até visitas a templos improvisados de todas as religiões presentes. Vivia-se o ano da igualdade, do todos diferentes, todos iguais, e era esse o tema do Jamboree . Lembro-me ainda de outra actividade, que era obrigatóriapara quem queria ficar com o distintivo do Jamboree  e que fui fazer acompanhada do meu amigo Joel. Era uma espécie de circuito que os militares têm de fazer, incluia subir paredes de corda e para terminar tinhamos de atravessar a nado um rio  de lama. Muito giro.

 

Fiz alguns amigos nessa viagem. O mexicano Paco de Guadalajara, o romeno Adrian Andresco, um armeno do qual não me recordo o nome e a Daniella Horeau das Seychelles.

Conheci a Daniella num dia em que a actividade que me calhou foi contruir uma casa de madeira no meio de um lago. Eu, na altura, não sabia o que eram as Seychelles. Mantivemos o contacto durante todos estes anos. Antes da "invenção" da Internet  trocámos cartas, foto e postais. Tenho ainda uns búzios pequeninos que ela me enviou uma vez. Fomos crescendo juntas e continuamos amigas.

 

Foi nesta viagem que eu aprendi o prazer de viajar e de descobrir culturas desconhecidas. Abriu-me os horizontes, muito mais do que no sentido geográfico. Em 1995 era comum encontrar lá casais gays. Em Lisboa isso ainda hoje isso é impensável.  Em 1995, num acampamento de dimensões gigantescas, completamente ao ar livre, havia zonas específicas para fumar, e era proibido faze-lo fora dessas zonas. E nenhum dos fumadores presentes se indignou por isso. Hoje, continuo a ter de suportar o fumo dos outros, e estou para ver se alguma vez a nova lei vai ser aplicada nos restaurantes. Dois exemplos de que ainda há muito a fazer no nosso pais em termos culturais.

Também gostei muito dessa sã convivência entre religiões que lá se viveu. Aprendi o essencial de cada uma das cinco religiões representadas. Tivemos uma cerimónia conjunta, com todas as religiões presentes. Milhares de pessoas, que se encontraram para celebrar, não digo deus, mas sim a paz.

 

Mas viajar também é voltar a casa. Sorrir com as boas recordações que se vão guardando. Ganhar força para o dia-a-dia do trabalho, para a procura de sermos sempre melhores. Para planear a viagem seguinte.

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publicado por Ana Teresa Fernandes às 09:50

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Terça-feira, 24 de Abril de 2007

California: o regresso

 
Uma das partes boas de se ser estudante de doutoramento são as idas às conferências. São uma oportunidade única de mostrar o nosso trabalho, ainda que os resultados não sejam definitivos. Permitem-nos ainda encontrar pessoas que por estarem a fazer um trabalho semelhante ao nosso se debatem com o mesmo tipo de problemas e questões. Finalmente, mas não menos importante, a presença numa conferência internacional como esta em que estive dá uma visão extremamente ampla do que se está a estudar e desenvolver por todo o mundo.
Mas, onde eu trabalho as conferências têm ainda uma outra grande vantagem: já que vamos para tão longe porque não aproveitar a viagem? Dão-nos toda a flexibilidade para adiar o vôo de volta por uns dias e tirar uns dias de férias depois da conferência.
Foi assim que depois de uns dias na simpática e pitoresca cidade de São Francisco, fui fazer uma "road trip" até à enorme, larga e plana Los Angels.
Entre as duas fica uma das maiores e mais importantes zonas agrícolas dos EUA e o surpreedente parque natural de Big Sur.
 

Primavera na California

Aqui vos deixo 3 imagens que marcaram os meus dias:
  As casas victorianas de Haight-Asbury, o bairro do movimento hippie de S. F. nos anos 60.
  A produção vitivinícola em grande escala de Santa Barbara.
  A vista assombrante, a partir do observatório Griffith, de (cerca de 1/8 de) L. A. ao anoitecer.
 
Em LA há dois tipos de estradas, as freeways e as surface roads. Qualquer que fosse o tipo de estrada que escolhíamos uma coisa era certa, demorávamos sempre pelo menos meia hora a chegar ao destino…
 
E agora estou de volta. Cheguei no fim da semana passada. Mudaram o horário do comboio. E o IndieLisboa anda por aí, repleto de filmes a convidar-nos a faltar ao trabalho...
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publicado por Ana Teresa Fernandes às 19:04

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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2006

Baú de Recordações (II)

Desta vez são recordações de uma viagem à cidade do Porto. A viagem em que aprendi a gostar dessa cidade que antes achava só escura e triste. O Porto conquistou-me com as suas janelas grandes a ocupar toda a parede dos prédios. Com relação tão próxima da cidade com o rio e o mar. Com os seus parques e jardins. Foi uma viagem que deixou boas memórias e vontade de regressar em breve. DSCN1504_.JPG Porto, Rua de Santa Catarina
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publicado por Ana Teresa Fernandes às 16:35

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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2006

Baú de Recordações (I)

Recordações de viagem, da viagem que sonho um dia fazer. Memórias do futuro imaginado. palacio_verao.jpg
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publicado por Ana Teresa Fernandes às 00:07

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